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Artigo. Apressando a emancipação

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Artigo. Apressando a emancipação


As adolescentes, marcadas pela procura de uma nova identidade, buscam se inserir ou forçar a inserção para a próxima fase do ciclo da vida, como forma de diminuir os conflitos, conquistar mais liberdade e autonomia. Assim, temos visto adolescentes ficarem grávidas e se inserirem na fase de vida adulta.

A gravidez na adolescência não é um fenômeno dos tempos modernos. Nossas avós não sofreram qualquer restrição na condição de gestantes adolescentes. Muito pelo contrário, mereciam a plena aceitação da sociedade, que não caracterizava essa gravidez como precoce. O fenômeno novo é o fato de as mães das adolescentes não estarem engravidando devido às laqueaduras de trompas, criando uma visibilidade "falsa" das jovens filhas grávidas. Não são só as jovens adolescentes grávidas que estão se tornando mais visíveis, a população de idosos também vem crescendo proporcionalmente mais rápido. São duas gerações que estão se tornando mais visíveis devido à transição demográfica.

Além das influências sociais, falta de acesso à educação e de serviços de qualidade para jovens, outros fatores podem explicar a gravidez na adolescência. Tem a ver com o desejo de comprovar fertilidade, adquirir o status de mulher adulta, ter um filho para assegurar o futuro, obter liberdade e autonomia, ser respeitada pela sociedade, comum aos jovens de todas as classes sociais.

Antecipar a passagem pelas fases da vida, engravidando, não é algo tão inconsistente como vem se pensando na área de saúde, quando se diz que gravidez na adolescência é um fenômeno de saúde pública, não sendo pensada como um projeto pessoal de emancipação e até mesmo de estruturação da identidade.

No entanto, a gravidez na adolescência pode ser vista como questão de saúde pública na medida em que os bebês das adolescentes de hoje, em sua maioria, são gerados por mulheres sem companheiros, sem apoio familiar ou social no cuidado com sua gestação e com a criança, ocasionando muitas vezes a perpetuação da violência, da pobreza e efeitos adversos na saúde materna ou da criança. É desejável que a gravidez na adolescência seja objeto de estudo e intervenção, levando em conta sua interdisciplinaridade além da ótica feminina, com inclusão do adolescente homem e do jovem pai.

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